Borboletas

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terça-feira, 16 de maio de 2017

Luz e sombra

Luz e sombra

As tardes com o grupo Jardim 1 são repletas de curiosidades e descobertas, que para os pequenos entre 1 a 2 anos, corresponde desvendar pouco a pouco este mundo. Para muitos, este é o primeiro contato com a escola. Então tudo é novo, eles sentem desejo de conhecer as pessoas ao seu redor e explorar os espaços, por isso as educadoras tem o compromisso de propor brincadeiras, a fim de proporcionar diversão e conhecimento, disponibilizar e estimular o contato com a natureza e diversos materiais, como também apropria-los da nossa cultura.
Já que aprendemos brincando, apresentamos a eles um equipamento antigo, raramente usado atualmente, devido às novas e avançadas tecnologias, ressaltamos então a importância e demonstramos o uso do retroprojetor, especificamente para trabalhar com eles a questão da luz e sombra.
Nesta vivência realizada, deixamos parte da sala escura e posicionamos o retroprojetor no chão próximo ao tapete, com a luz direcionada a parede. Como estava no alcance deles, logo se aproximaram curiosos, cada um reagiu de uma forma diferente, pois cada criança tem seu tempo e ritmo, assim ocorreu o estranhamento com aquele olhar de longe, houve o toque, olhares de perto, a sensação de ver as mãos na lâmina e por consequência sendo projetada na parede, dessa forma a imaginação e criatividade tomaram conta, logo procuravam objetos para colocar na luz e visualizavam a sombra deste.

Assim foram criando intimidade com o equipamento, logo estavam colocando partes do corpo na claridade, rapidamente direcionavam o olhar à parede e riam com o tamanho que ficava, as expressões foram diversas. São propostas assim que buscamos proporcionar envolvendo as crianças com o encantamento ao descobrir brincando, pois compreenderam que a sombra surge do encontro de algo sobre a luz e que são os próprios que comandam os movimentos desta sombra.
Com carinho,

educadora Débora

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Dando boas vindas ao Amor

– Acolhimento do Grupo Jardim 2 

"Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.  E me encantei".  
                               - Manoel de Barros

E foi através do encantamento que o Grupo do Jardim 2 foi acolhido.










Pequenos gestos de amor e atenção abraçaram as crianças para que desde o primeiro dia pudéssemos formar um laço.

E esse laço, foi tornando nossos encontros mais bonitos, mais leves, mais felizes e encantados.



E com o lema de acolher, encantar, receber, brincar e de mãos dadas caminhar, agora um pouquinho do processo de acolhimento do Jardim 2 vou contar.

Estar em um ambiente aconchegante, agradável, seguro e preparado para a criança, faz com que o processo de inserção na escola seja mais tranquilo e leve.



Sendo assim, preparamos espaços desafiadores, curiosos e que despertou nas crianças a vontade de explorar, brincar, ser feliz e gargalhar!


Brincadeiras com água foram nossas aliadas nesse primeiro contato, a alegria era garantida e a “refrescância” bem-vinda.



Banhos conscientes de mangueiras e bacias, esguichos de água para formar desenho no chão e brincadeiras de congelar brinquedos, deixaram nossas tardes mais fresquinhas.


Aproveitando a maravilha de estar em contato com a natureza, realizamos propostas em que as crianças pudessem experimentar o mundo com o pé na terra, encantando-se com besouros e plantas.

Brincadeiras na agrofloresta com caixas de papelão, bambolês, potes plásticos e a possibilidade de explorarem o espaço livremente trouxeram o faz de conta, a imaginação e o movimento para nossos encontros.


E em meio a tantos momentos lúdicos, mágicos e acolhedores nosso primeiro contato, formando o Grupo do Jardim 2 foi repleto de experiências gostosas e com significado para as crianças.
“Não se deve “enquadrar” uma criança! Deixa-a desenhar sua própria história, experenciar e experimentar o mundo”.



Com encantamento e amor, Professoras Sarita e Camila. 







terça-feira, 14 de março de 2017

Imersão no barro, uma experiência da escola para a vida


Aqui na nossa escola as crianças tem uma relação bastante intensa com a natureza. Esta relação pode resultar em diversas formas de brincar, movimentar-se, lidar com seu corpo, e o universo que nos rodeia. Para transformar esta experiência em construção de conhecimento elegemos o barro como matéria prima do nosso trabalho.


Durante uma tarde inteira as crianças circularam pelo espaço da agro floresta experimentando o barro em diferentes possibilidades. Cada proposta foi planejada pelos educadores que fazem parte da Equipe de Integração da escola.


Kátia Limas (Movimento), propôs um diálogo da imaginação e da criatividade usando barro para propor desafios, estafetas e circuitos criativos. O espaço foi preparado com cones, bambolês, aproveitando os desníveis do terreno da agro, raízes expostas e altura de diferentes árvores para incrementar seus desafios.




André Chitão (Oficina da terra),  propôs a construção de uma casinha utilizando a técnica que o passarinho joão de barro usa  para construir sua moradia. Para isso preparou uma estrutura  de bambu devidamente telhada. As crianças prepararam os tijolos com barro vermelho e palha que foram secando ao sol á medida que ficavam prontos. E depois preencheram esta estrutura com os galhinhos das árvores e barro e os tijolos, bem ao estilo joão de barro.





Andrei (Teatro), inspirado nas esculturas de barro de Franklin Cascaes, propôs uma performance. As crianças conheceram a obra de Franklin através de imagens impressas e a partir daí se cobriram de barro para transformar se em diferentes esculturas.







André ( inglês), propôs pintura corporal usando o barro vermelho como pigmento. As crianças tiveram como referência  diferentes grafias e desenhos usados por povos de várias culturas para ornamentar o corpo.




Elias (movimento) propôs um circuito de desafio extremo, que contou com obstáculos como uma parede para ser ultrapassada com cordas, espaço para rastejar devidamente preparado com barro e obstáculos com pneus.




Fernanda (artes)  inspirada nas obras da artista brasileira Celeida Tostes, propôs  amassar o barro, entender o material com o corpo e depois produzir “os amassadinhos”, apelido carinhoso da obra vênus.






Em outro espaço foi proposto experimentar a terra em suas diversas texturas, como a lama, a argila e o barro, de olhos fechados. Deixando que o corpo sinta a materialidade com o tato.





A Giovana Scavone ( yoga), propôs um espaço com a respiração, trabalhando o nascimento, também inspirado em outra obra de Celeida, terminando com massagem utilizando o barro.














segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Guardiões da Natureza

O grupo Guardiões da Natureza, formado por 14 crianças, curiosas e ávidas por compreender os variados conhecimentos por trás da natureza que nos cerca, denotaram um interesse especial por uma profissão: o cientista. A partir desse interesse surgiram inúmeras dúvidas desde como eles trabalham, o que fazem e na possibilidade de conhecer um cientista e seu objeto de pesquisa.
            A partir dessa curiosidade o grupo passou a vivenciar situações que suscitassem a profissão investigativa, a qual propiciou ao grupo experiências variadas. Cada vez mais envolvidos em conhecer e desvendar os mistérios que nos cercam o grupo experienciou uma vivência com os aparatos de um laboratório científico na escola, onde nossa sala se transformou num laboratório com os instrumentos: microscópios, tubos de ensaio, balança de precisão, dois condensadores, luvas, máscaras entre outros materiais. A turma se preparou para esse dia e foram caracterizados com avental, visto que sabíamos que um cientista usa avental para realizar suas pesquisas.




            No decorrer das propostas conseguimos um contato por e-mail com uma equipe de cientistas e a partir daí trocamos algumas informações por e-mail, construído coletivamente pelo grupo, até que nos foi possível agendar uma visita a um laboratório de análise química em Florianópolis.
            Dessa forma, os Guardiões da Natureza visitaram um espaço chamado “Estação Ecológica de Carijós”. Essa visita de estudo foi tão significativa para nossos estudos que construímos juntos um texto para ilustrar nossa vivência. Segue abaixo nosso texto coletivo:

            Olá! Nós, os Guardiões da Natureza, somos um grupo muito curioso e que adora desvendar os mistérios e os conhecimentos que nos rodeiam.
            Dentre nossos estudos e pesquisas exploramos o Bioma Mata Atlântica e o mangue. Fizemos debate a respeito do sagui animal que não faz parte do bioma, conhecemos as histórias em quadrinhos do Menino Caranguejo, construímos histórias em quadrinhos, pesquisamos animais em risco de extinção e ainda queríamos mais...assim nos aventuramos num passeio na Estação Ecológica de Carijós.
            Com muita coragem, vontade de aprender e munidos de galochas e repelentes desbravamos o manguezal e lá atolamos, observamos e pegamos caranguejos, sentimos o cheiro do mangue, descobrimos que há três tipos de árvores no mangue e que suas raízes ficam expostas para cima, semelhantes a espinhos.
            Na sequência do passeio conversamos com dois cientistas: a Patrícia, especialista em aves, e com o Claudinei, que pesquisa a qualidade da água para os animais. Nós realizamos um experimento científico e constatamos que em Florianópolis há rios com má qualidade para os animais viverem.
            Para finalizar nossa aventura queremos registrar nosso agradecimento à equipe que nos recebeu, foi um passeio inesquecível. Agora, para que cada pessoa que ler nosso relato possa sentir um pouco do que experenciamos seguem as imagens.
            Até a próxima!
Grupo Guardiões da Natureza









Com carinho, educadora Márcia Ribeiro