Borboletas

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terça-feira, 26 de maio de 2015

5º ano: O dia em que a luz acabou

Em uma tarde as crianças do 5º ano chegaram na sala e se depararam com janelas e porta tampadas com papéis. Curiosos, começaram o interrogatório:
      _Para que servem esses papéis nas janelas e na porta professora?
     _O que vamos fazer?
     E assim os questionamentos seguiram por três dias. As crianças não aguentavam mais tanta curiosidade e levantaram muitas suspeitas engraçadas.
Até que no terceiro dia eles voltaram para a sala após o intervalo de lanche e um “problema” apareceu. Ao acenderem as luzes... se deparam com a falta de energia e com a sala toda escura. E agora? Como realizar as atividades sem a claridade das lâmpadas? Então eis a novidade, sobre as mesas encontraram a tão esperada surpresa, pequenas lamparinas que ao serem acesas iluminaram nossa sala.






As crianças acharam o máximo e na hora veio à memória o que havíamos pesquisado na semana anterior: Como viviam no passado os portugueses e os indígenas sem energia elétrica. Aproveitamos para conversar e vivenciar as dificuldades presentes em anos passados com relação a rotina diária sem energia elétrica.
Após muito debater o assunto e explorar as pequenas lamparinas, apresentei a eles uma lamparina legítima que era utilizada antigamente, de repente o que estava interessante ficou inesquecível, os alunos vivenciaram esse momento com muita atenção, curiosidade e dedicação. Foi incrível.

Logo teremos mais novidades.
Professora Bruna

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Jardim 5: Os Desbravadores da Amazônia

            Em uma de nossas tardes, em meio as brincadeiras, risadas e conversas, o telefone toca: "Profe é a Dona Aranha!" Mesmo sem a conhecer, comecei uma conversa com essa ilustre nova amiga e, assim tudo começou... 
            Dona Aranha mandou uma carta contando suas vivências, falou um pouco sobre sua espécie, características, e hábitat, disse também que gostaria muito de fazer parte da nossa turma. Todos nós achamos o maior barato. Um dia desses, depois de algum tempo sem se comunicar, recebemos um envelope com uma carta e um filme, era de nossa amiga sumida, ela mesma, a Dona Aranha. Na carta ela contava que não havia mais feito contato, pois estava em um lugar fascinante, cheio de curiosidades e com muitas coisas a serem exploradas. Disse também que fez muitas amizades por lá, em especial com o desbravador Dante, que é muito curioso e sabe tudo sobre o lugar. E que lugar é esse Dona Aranha?  É a Amazônia!
               O filme que ela nos mandou era Tainá, uma aventura na Amazônia. Então, montamos uma sessão de cinema, em que todos receberam notas de “dinheiro” para efetuarem as compras de ingresso e pipoca, com direito a fila e tudo mais... Com o filme surgiram vários temas a serem discutidos, como a origem e significados dos nomes, pois Tainá relata que seu nome significa "luz da manhã", e assim, logo todos queriam saber o significado e origem de seus próprios nomes e da Amazônia.
           Uns dias depois, numa tarde como todas as outras, nossa turma aproveitou para ir brincar na Agrofloresta, um espaço muito agradável, cheio de árvores, sombras e muitas crianças brincando. De repente por de trás das árvores, em passos lentos, rosto fechado e um tanto assustada, apareceu uma mulher, que ao ver as crianças se aproximando queria se esconder, demonstrando muito receio em se aproximar. As crianças estavam maravilhadas, parecendo não acreditar no que estavam vendo. Parecia uma índia, alguns chegavam cada vez mais perto, mas ela fugia, outros ficavam olhando de longe, até que algumas crianças começaram a chamar: "Vem, não precisa ter medo, não vamos te machucar". Assim ela foi se aproximando, alguns a pegaram pela mão, outros queriam abraçá-la. Todos ficaram perguntando: “Você é a Índia Tainá?” “Você está perdida?” “Você fala?” Foi quando ela começou a se comunicar, perguntando onde estava e como era o nome desse lugar, o nome das crianças, se eles eram amigos. Em seguida todos responderam que sim, que ela podia confiar neles. Ela contou que seu nome é Hanna, uma Índia guerreira que vive na Amazônia, e por causa dessas Índias guerreiras é que se deu origem o nome da maior floresta do mundo. Contou que um espanhol teve sua embarcação atacada por índias guerreiras e que as achou muito semelhantes as amazonas, mulheres guerreiras da mitologia grega, e assim se originou o nome Amazônia.




            Surgiu um lindo diálogo entre a índia Hanna e as crianças. Elas estavam curiosas para saber se Hanna conhecia a D. Aranha e o desbravador Dante. Logo a chuva chegou e foi a hora de nos despedirmos. Hanna, que tinha em suas mãos um saco, disse que tinha algo a nos dar, era um muiraquitãs, um colar com pingente de formas variadas, geralmente pintado de verde e que em sua cultura serve para dar proteção e sorte.
               Nossa despedida foi emocionante, Hanna disse que nunca vai nos esquecer e que seremos amigos para todo o sempre, pediu para que cuidássemos da natureza do mesmo jeito que cuidamos dela, perguntou que palavra usávamos para agradecer, então foi embora dizendo "obrigada!" Foi indo quase do mesmo jeito que chegou, por entre as árvores da Agrofloresta.




            Até a próxima! A Turma do Jardim 5 vai continuar desvendando as riquezas da Amazônia, seus rios, peixes, árvores, animais em extinção, os índios que nela habitam e muitas outras curiosidades sobre o maior floresta do mundo. 
Com carinho, Prof. Ana Paula Santos.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Conhecendo um esporte onde o gol é feito com as mãos

Bola de meia, de gude, de couro, de plástico, de borracha, seja qual for o material, a bola atrai o interesse e envolve crianças e adultos. Onde há uma bola dificilmente alguém fica parado. A bola estimula as pessoas à brincar, a se divertirem.  
E se com a bola jogarmos e fizermos gol? Aí então, o adulto vira criança e a criança vira alegria. E se este gol não for feito com os pés? E se praticarmos um esporte onde o gol é feito com as mãos?
Foi com esta interrogação e utilizando  a bola como elemento  mágico e motivador,  é que iniciamos nosso trabalho nas aulas de educação física neste trimestre apresentando para as crianças o desporto Handebol.
Tivemos momentos de preparação para a prática deste esporte que é tão envolvente quanto o futebol, embora em nosso país, seja pouco praticado e difundido pelos meios de comunicação.
Realizamos séries de alongamento, aquecimento, trabalho com os fundamentos e principais regras.
As crianças logo perceberam e assimilaram a necessidade de rapidez nos movimentos, visão de jogo, a força do trabalho coletivo e a alegria ao conseguir fazer o “Gol”.
O gol durante um jogo de handebol, embora feito com as mãos, produz aquele velho e conhecido estado de alegria, entusiasmo e euforia, que contagia jogadores e admiradores do esporte.
Apresentamos este esporte para as crianças desejando cultivar a curiosidade pelo novo, por novas formas de realizar aquilo que já conhecemos.  Elas envolveram-se, praticaram o esporte com vontade, com espírito de equipe, cooperando e respeitando as regras e os colegas.
O resultado desta nova forma de fazer “Gol” foram aulas motivadas pela descoberta, compostas por equipes que procuravam organizar e fortalecer seu grupo, que corriam atentos às jogadas, aos lances, às estratégias de jogo e mais do que qualquer coisa: queriam jogar e estar juntos.
Com carinho, Profª. Kátia.








quarta-feira, 6 de maio de 2015

Oficina de Língua e Cultura: Francês

Sabemos que a nossa cultura está um tanto americanizada, dos manuais  à internet , é tudo em inglês. Mas quando pensamos em experimentar  uma vida sem fronteiras, conhecer a língua e a cultura de outros países fica bem mais interessante.
É com esta proposta diferenciada, de conhecer um mundo sem fronteiras, que a Escola dos Sonhos promove aos alunos a oportunidade de estudar a língua e a cultura de vários países, não só da língua inglesa. E neste semestre escolhemos a língua francesa e alguns lugares que falam esta língua para começar uma viagem por países com culturas diferentes: Canadá, França, Costa do Marfim e Haiti.
Para começar  encontramos um canadense, que nasceu em Toronto, na parte francesa do Canadá, que veio para nos contar um pouco de sua vida e da cultura e costumes do seu país.  Relatou que  quando era criança não tinha celular, tablet, nem computador muito menos internet e que durante o inverno rigoroso ele adorava ler gibi.  David é tão fascinado por gibi que nos contou tudo a respeito, até quem inventou o primeiro gibi.
Dentro dessa viagem pela língua francesa paramos para comer um pouco. Crepe é uma comida bem famosa na França, conta a história que  foram os franceses que a inventaram.  O que se sabe é que muitos peregrinos franceses viajaram à  Roma para uma festa. Chegaram cansados e famintos, porém, movidos pela fé, comoveram o  Papa Gelasio, e este ordenou que a cozinha do palácio pontifício fosse abastecida com tantos ovos, sacos de farinha e litros de leite quanto fosse possível para alimentá-los.
Segundo essa história, os peregrinos saborearam a novidade e levaram a fórmula para a França. Os franceses, porém, garantem que a receita nasceu em sua pátria, mais exatamente na Bretanha, no oeste do país. A região pode não ser o berço dos crepes, mas é certamente o lugar que melhor os prepara. Quem nos contou a história e preparou crepes de queijo e chocolate foi o Chef Rafael.  É bem fácil de preparar e fica uma delícia.



Toda cultura tem sua música e, para começarmos nossa viagem pelas músicas desses países, escolhemos a música francesa: Non, Je Ne Regrette Rien, cantada por Edith Piaf.  Esta música foi divertidamente lembrada pela personagem do filme Madagascar 3, agente do controle de animais, Capitã Chantel DuBois
Não dá para deixar de mencionar a viagem pelos perfumes franceses. Uma viagem aromática, onde os alunos do fundamental aprenderam a fazer perfumes nas experiências da Semana Temática Aprendiz de Cientista,  e as crianças da educação infantil, fizeram muitos desenhos com tinta perfumada.




Toda viagem tem sempre muitas fotos e  foi vendo as fotos de lugares da França, Canadá, Costa do Marfim e Haiti que as crianças perceberam que mesmo que estes países falem a mesma língua, eles são muito diferentes. A França é um país rico e que come brioches, o Haiti é tão pobre que estão comendo biscoito de água, açúcar e barro. O Canadá é muito frio e a Costa do Marfim é sempre quente. São culturas muito diferentes mas que podem enriquecer a aprendizagem e incentivar uma vida sem fronteiras..

À bientot, professora Elizabeth Kurt Oficina de Língua e Cultura.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Descobrindo a escrita de palavras com S e SS

Querem fazer parte de um clube pirata? 
O convite chegou através de uma carta, enviada dentro de uma caixa surpresa, deixada em nossa sala.  Encantados por aventuras o 3º ano logo topou o convite e assim nossas tardes começaram a ser repletas de aventuras e novidades.
Viajando pelo universo pirata e assim desvendando os mistérios da colonização da ilha de Santa Catarina, dentre diversas propostas, trabalhamos o texto “Uma Joia da Natureza”. Após a leitura, compreensão e interpretação deste texto iniciamos as investigações sobre o uso do S/SS. Assim através das dúvidas levantadas pelas crianças durante nossa atividade de leitura fomos investigar o uso dessa regra ortográfica.
Em uma tarde quando o 3º ano voltava do parque encontraram a sala de aula cheia de balões pelo chão, foi então que os olhos dos pequenos piratas brilharam com a surpresa encontrada. Questionamentos surgiram:
“ Prof. podemos brincar com os balões?”
“ Também podemos desenhar neles?”
Sim. Claro que sim, foi à resposta. Os pequenos piratas podiam brincar, desenhar... mas tinha um combinado em comum, não podiam estourar o balão. Depois de brincarem muito perceberam que havia alguma coisa dentro dos balões.
Sugeriu-se que fizessem uma roda e estourassem os balões. Ao estourarem outra surpresa! Duas palavras foram encontradas dentro dos balões. O que havia em comum entre essas palavras? Não demoraram muito para perceber que eram palavras escritas com S\SS. Os pequenos então foram instigados a buscar as semelhanças/diferenças existentes entre elas e assim conseguiram compreender quando usar na escrita das palavras a letra S e/ou SS.
Na Escola dos Sonhos acreditamos que pode ser significativo o estudo da ortografia, bem como o da gramática. Os conceitos não devem ser apresentados de imediato, e sim serem investigados, instigados através de diferentes situações, que levem as crianças a refletir sobre tais regras. Assim esse grupo aprendeu de forma lúdica e significativa a utilizar esta regra ortográfica.
Mas descobertas estão por acontecer. Aguardem!







segunda-feira, 27 de abril de 2015

Qual é a cor da sua pele?

Algumas questões muito interessantes permeiam as aulas de arte. Acompanhando o trabalho que acontece no 1º ano, com a professora Elis sobre identidade, resolvemos produzir alguns auto retratos desenhando, pintando e inventando paisagens.




Nossa história começou depois de procurarmos por um lápis de cor da "cor de pele" para colorirmos os auto retratos. Para nossa surpresa encontrarmos apenas um rosa claro, que na verdade não se parecia em nada com a cor da pele de ninguém do grupo. O mais interessante é que todos reconheciam o nome deste lápis como “cor de pele”. 
Diante deste dilema sobre o tom do lápis, nossa aula despertou nas crianças a vontade de se observar, de ver o tom da pele, do cabelo e dos olhos. E elas chegaram a conclusão que nenhum lápis de cor que eles tinham era igual a cor da pele deles.
Então, nos inspiramos em alguns trabalhos da artista brasileira Adriana Varejão que se incomodou com essas cores de pele que na verdade não existem, e criou uma paleta com mais de 180 tons para a sua exposição chamada Polvo. Com estas descobertas a turma do 1º ano inventou suas próprias “cores de pele” e usaram em diferentes superfícies e inclusive, na própria pele.





Usamos também base de maquiagem para provarmos como era ter outras cores de pele. Foi muito interessante e divertido. Ficamos surpreendidos com a pouca variedade de tons de base existentes no mercado para vender. As crianças se pintaram e pintaram os colegas. Foi uma aula maravilhosa!




Nossa próxima produção dentro da proposta sobre identidades, irá envolver meias calças cor da pele. Aguardem!
Professora de Artes Fernanda Werneck

quarta-feira, 15 de abril de 2015

“RUPI”, o homem das cavernas

A porta se abriu e lá no canto da sala...
Quem será?
Como veio parar aqui?
De onde veio?
A euforia e o medo do desconhecido tomou conta do grupo.
Silêncio...
O homem acordou.
Nossa sala, caverna agora, estava habitada não só por um homem das cavernas, mas também por olhares curiosos das crianças que pareciam não acreditar no que viam.
Um “homem das cavernas”?
Surgem questionamentos:
- Como é possível este homem estar aqui?
- Profe ele não existe mais, faz parte da Pré-História!





Buscamos uma forma de se comunicar com homem das cavernas. Mas como seria possível comunicar-se com alguém que não compreende a nossa língua?
Então logo as crianças e o homem acharam uma solução. As mímicas e desenhos na parede da caverna surgiram e aos poucos foram estabelecendo uma forma de comunicação entre eles, até descobrirem que seu nome era “RUPI”.
A fantástica experiência de manter contato com um ser que parecia ter saído de um livro de histórias, se transformou numa verdadeira dinâmica de descobertas. Em instantes todos queriam dizer algo para “RUPI”, o homem das cavernas.




Com o encantamento no olhar de cada uma das crianças, nos envolvemos com a linda história de “RUPI”.  Aquele homem enorme, de quase dois metros de altura e bruscos movimentos, demonstrou ter um doce coração.  “RUPI” estava triste, procurava sua namorada que havia desaparecido. Imediatamente, todos quiseram ajuda-lo a encontrar sua amada.



Corremos para a agrofloresta para procurar alguma pista sobre o tal desaparecimento.  Procuramos e não encontramos e quando retornamos para a nossa sala, o nosso novo amigo “RUPI” não estava mais. Ele havia seguido seu caminho em busca da sua amada.
Os olhares corriam por todos os lados para encontrá-lo, mas não foi possível. Mil hipóteses e comentários surgiam naquelas mentes povoadas de curiosidade e criatividade sobre o paradeiro de “RUPI” e sua namorada.
“RUPI” veio nos mostrar a função social e a importância da escrita para a humanidade. Então iniciamos uma viagem pela história. Instigados pelo novo amigo começamos a descobrir como a comunicação foi criada e também como ela vem evoluindo e transformando o mundo até a atualidade.
Nesse dia pudemos vivenciar a verdadeira experiência, aquela que nos afeta e nos toca, alimentando o imaginário e o intelecto de cada criança. Com criatividade e dinamismo podemos fazer um educar diferente, um educar da “ Escola dos Sonhos”.

Professora Gracielle Preis Stramari Turma do 2º ano